Logo tv aberta
 

Você sabia que o câncer de boca está entre os dez mais comuns no Brasil? Previna-se!

Homens acima dos 40 anos lideram as estatísticas.

07/10/2019 16:16:14

 Você sabia que o câncer de boca está entre os dez mais comuns no Brasil? Previna-se!

Homens acima dos 40 anos lideram as estatísticas.

Segundo dados do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), o câncer de boca está entre os dez mais comuns no Brasil. O país também é o terceiro com maior incidência da doença no mundo, atrás apenas da Índia e da República Checa. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), anualmente são registrados no país 11.140 novos casos em homens e 4.350 em mulheres.

Comportamentos de risco

Os fatores de risco mais comuns são o fumo, o consumo em excesso de bebidas alcoólicas e o vírus HPV. “O fato de os mais afetados serem homens acima de 40 anos se dá justamente pelo comportamento: o consumo excessivo de tabaco e álcool”, afirma Fábio De Abreu Alves (CROSP 83680), secretário da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas. A associação entre cigarro e bebida etílicas propicia o surgimento do câncer de boca.

É importante diferenciar o tipo de câncer de acordo com o local do tumor

O câncer de lábio, por exemplo, ocorre geralmente no lábio inferior, e seu principal fator causal é a radiação solar. Esses casos também têm uma chance de cura maior do que quando os tumores estão localizados dentro da cavidade oral, pois se a pessoa tem uma ferida no lábio, aparente, ela tende a procurar ajuda mais rápido. “Por outro lado, o câncer de garganta, além do fumo e álcool, também está relacionado ao vírus HPV”, explica Alves.

Tratamento

Geralmente, o tratamento do câncer de boca inclui cirurgia. Se o tumor for maior de 2 cm, também será necessário realizar radioterapia. Alves esclarece que quanto mais precoce for o diagnóstico, menos invasivo será o procedimento. “Na fase inicial, a chance de cura é maior do que 80%. Nos casos em que a doença está mais avançada a possibilidade de recuperação cai para 40%”, conta o profissional.

Adriano teve duas vezes a doença

Adriano Henrique Nuernberg, de 43 anos, é professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e foi diagnosticado duas vezes com câncer, uma em 2007 e outra em 2016. “No primeiro, reparei um aumento intenso do volume da minha língua. Era o tumor se expandindo. No segundo, após 9 anos, comecei observando alterações no tecido da língua e sentindo uma retração muito grande desse músculo. Em ambos os casos, a fala e a deglutição se alteraram”, conta Nuernberg, que nunca fumou e nem bebe em excesso.

Equipe multidisciplinar é importante para o sucesso do tratamento

No caso do professor, a terapia incluiu cirurgia para retirada do tumor e radioterapia associada à quimioterapia. “É um tratamento duro, pois os efeitos secundários prejudicam a fala e a alimentação, o que exige o acompanhamento de uma equipe formada por oncologista, nutricionista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicólogo e dentista”, alerta.

ecuperação

Agora o professor está na fase de reabilitação, que costuma iniciar após alguns meses do término da radio e quimioterapia. “Estou administrando os efeitos secundários do tratamento, como a anemia e a dificuldade para engolir, bem como buscando recuperar posturas e movimentos da boca e pescoço que foram prejudicados”, conta. “Aos poucos estou mais autônomo nas atividades da vida diária e saindo do isolamento social que decorre desse processo”, finaliza o professor, voluntário da Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG Brasil), que realiza projetos de prevenção, acompanhamento e acolhimento relacionados à doença.

Sequelas

Entre as sequelas que o câncer de boca pode deixar está a perda de parte da mandíbula, ou maxila ou língua, ou até a língua inteira, dependendo do tamanho e posicionamento do tumor. Os pacientes que são submetidos a radioterapia podem ficar com xerostomia (boca seca), o que aumenta a possibilidade de cáries.

Fique atento aos principais sintomas!

Se você notar feridas dentro da boca (normalmente na na língua e no assoalho) ou no lábio que não cicatrizam por mais de 15 dias, além de manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca, e bochecha, caroços no pescoço e rouquidão persistente, procure a ajuda de um profissional! É muito importante que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível.

Dificuldades para realizar ações básicas, como falar e comer, marcam estágio mais avançado da doença

Muitas vezes pode ser difícil perceber o câncer. Ao contrário de outras disfunções, as feridas na boca muitas vezes não são vistas com facilidade ou detectadas com autoexames. Quando o câncer já está em estágio avançado, os pacientes costumam sentir dor, dificuldade de abrir a boca, de mastigar e engolir, além de complicações na fala e sensação de que há algo preso na garganta. Nesses casos torna-se ainda mais necessária a consulta com um dentista.

Texto Extraído do Site MSN.

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

11/10/2019 19:19:51

Programa Nova Cidade

Ver todas as notícias

NO FACEBOOK

PROGRAMAÇÃO

End.: Rua Cardoso de Almeida, 2269 - Perdizes - CEP: 01251-001 - São Paulo/SP - Telefone (11) 3868 - 2802 - Todos os direitos reservados - © 2012 TV Aberta São Paulo